Criatividade

“Não é conhecer muitas coisas, mas sim pôr muitas coisas em contacto umas com as outras que constitui um primeiro grau de criatividade”
Autor: Hofmannsthal , Hugo

É interessante, durante um período que não sei justificar porque, fiquei muito tempo sem exercitar meu hábito de leitura. E após esse tempo é natural que quando temos um hábito, sentirmos uma necessidade em satifazê-lo. Foi então que comecei a ler livros que já tinha em minha lista de leitura (alguns até antigos e conhecidos) porém não os havia tocado, alguns até muito famosos e considerados revolucionários.
Dou crédito total ao autor pela sua percepção quando são literários considerados fontes de idéias, ou será que eles apenas abstrairam e retiraram informações de locais que hoje nossos olhos já não são mais treinados para vê-las, mas não posso tirar o mérito de outros que se utilizam de histórias, lendas, informações descontinuadas e as montam em um novo formato envolvente fazendo você devorar 100, 200, 300, 500, ou até 1000 páginas em pouquíssimo tempo não pela capacidade flúida de escrita, mas sim pela idéia que sustenta a história.
Desses que se utilizam de mitos, histórias e etc e as recontam muitas vezes nos deparamos com informações mais do que conhecidas as vezes até mesmo gastas, mas basta um olhar diferete, uma nova roupagem e novas portas se abrem incentivando a pesquisa, busca por maiores detalhes, ver até que ponto você foi enganado a acreditar que tal versão realmente subverte sua realidade e conceitos.
A isso eu atribuo a palavra criatividade, ela surpreende, ensina e instiga.
Apesar de ter me referido inicialmente a livros nada do que citei anteriormente não aconteça em outras artes, ou na transposição entre elas.

Deus x Ciência

Ainda estou tentando descobrir a veracidade dessa história de qualquer maneira é bem interessante.
Segundo o e-mail que recebi o fato ocorreu em 1892, seria verdadeiro e integrante de biografia:

Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez,lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?
- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba.

No cartão estava escrito: “Professor Doutor Louis Pasteur, Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França”.

Campanha pela Real Beleza

A Dove vem a cada dia através de suas campanhas reescrevendo a ditadura da beleza e acertando em pontos chaves para promover essas mudanças. Primeiro tivemos o Verão Sem Vergonha, onde mulheres “comuns” posavam em trajes de banho sem se preocuparem com suas medidas. Digo “comuns” entre aspas, pois assim como a Dove promove em suas campanhas não acredito em um padrão de beleza. A real beleza não está em métricas, mas nas qualidades que realçamos e como nos sentimos bem no dia a dia, isso é válido tanto pra homens e mulheres.
Dessa vez a Dove pega um universo infantil/jovem e cita insatisfações da idade, mas também mostra a real beleza por trás dessas mesmas meninas. A fragilidade da dúvida é superada pelo que elas possuem de melhor e o sorriso de realização, as destacam e as fazem brilhar no dia a dia. Isso as tornam belas e fortes de verdade.
É curioso pois essa semana enquanto dirigia, ouvi a música True Colors da Cyndi Lauper que é usada na propaganda Little Girl (Campanha que me motivou a escrever esse post) e imediatamente lembrei das informações passadas pela propaganda que é 100% tocante, atingindo perfeitamente seus objetivos.
Campanha pela Real Beleza

Primeiro Reflexo

Há quem diga que os olhos são espelhos da alma
Grande sabedoria e perspicácia são vistas nesta frase
Nossos olhos nos traem
Atraem
Demonstram aquilo que queremos e o que não queremos
Muitas vezes, buscamos nos olhos de outras pessoas
Respostas
Nossos desejos
Ânsias
Sofrimento
Acalento
Aquilo que temos de mais oculto é exposto
Mas, hoje, quando olhamos nos olhos de alguém, o que mais vemos é medo
De onde vem esse medo?
Como os olhos podem refletir algo insubstancial como nossas almas
E, ainda assim, não enxergar os mais simples fatos que nos cercam
Até que ponto são capazes?
Mas isso é apenas um único reflexo dessa realidade
Nos esquecemos de ver a situação com outros olhos
Refletimos ao ouvir essas palavras de sabedoria em apenas uma direção
Esquecemos que assim como refletimos nossa alma para o mundo…
O mundo é refletido para dentro de nossa alma
Dor
Caos
Beleza
Sofrimento
Sentimentos conturbados
Medos nunca sentidos
Realidade dura e fria
Reflexos distorcidos de algo que algum dia nós chamamos de vida
Ausência de sentimentos
O reflexo da luz de nossas almas pouco a pouco foi trocada
Por algo negro
Vazio
Mas que reflete
E reflete mais forte do que nós mesmos
E o que sobrou para nós?
Ao refletirmos tudo isso no que há de mais frágil em nossa existência
Dependência
Solidão
Carência
Agressividade
Buscas vazias
Nossa imagem ficou perdida em um turbilhão de dor e sofrimento
Tentamos quebrar a todo momento nosso espelho
Sem saber
Sem ao menos perceber as possibilidades
Se é que elas existem…
E, quando finalmente percebemos tudo isso, nos perguntamos:
O quanto somos capazes?
O quanto podemos?
O quanto de nós deve ser mostrado para o mundo?
O quanto queremos refletir?
O quanto podemos controlar tais reflexos?
E o principal:
O quanto devemos permitir que o mundo se reflita sobre nós?

Revisão: Casa da Madame