Finalmente cheguei, as rosas estão lindas em seu jardim e sinto o cheior de sangue nelas.
Ele realmente não se contenta tem que se exibir, mas o compreendo. Tal método o ajuda a ocultar o cheiro dos mortos que existe na casa. Apesar que…
Por um momento fico pensativa, não sinto tensão, nem violência no ar, mas sinto um cheiro característico de anêmona, mas não há nenhuma delas pelo jardim.
Solto a mala e deixo minhas mãos livres para sentir, vou passando-as pelas flores e apesar delas estarem famintas por mais uma dose de vida o que as regou estava dotado de um auto-controle nunca visto por mim, teria ele vencido a fome, me pergunto.
Minhas mãos tocam a porta, a solidão da madeira e do que resta na casa sussurra em meus ouvidos, a aspereza dela me lembra a separação, o frio contido, algo pronto para bater num único solavando e se fechar, encarcerando o que devia ser dito…
Existem farpas… medo… o toque que deveria ser caloroso, é gélido, e encarcera verdades, mesmo com milênios de vida e conhecimento é quase que impossível ler alguém que tem séculos de vida. Em alguns pontos ela se enfraqueceu mais ainda resiste, guarda e separa algo, mas espere… houve risos recentemente, uma companhia que não conheço, o perfume de anêmona passou por essa porta. Mas pouco consigo descobrir sobre essa pessoa.
Meus pensamentos se voltam ao sugador e percebo que ao mesmo tempo em que toco a porta procurando respostas o sinto do outro lado fazendo o mesmo, escuto então em tom cálido, um convite para que eu entre.
Logo após a porta se abre e ao olhá-lo descubro que queria que o jardim e a porta tivessem mais a me dizer sobre quem eu estou encontrando.