Algo próximo acontece, um cheiro de ódio no ar, e finalmente sangue, alguém se feriu. Eu poderia ir lá ajudar, o tempo que vivi já me fez perceber que não adiantaria eu interferir nesse tipo de questões mortais, posso estar salvando uma vida ou amaldiçoando-a com meu toque.
Poderia avisar alguém sobre o que eu ouço e sinto, mas conhecendo minhas habilidades posso estar sentindo algo que está acontecendo a 1 quilometro. E pelo que percebo ninguém seria rápido o suficiente para ajudá-la. Correria mais rápido do que muitos, ultrapassaria obstáculos com apenas um salto e conseguiria resistir as balas do ladrão.
Talvez simplesmente o brilho dos meus olhos no beco escuro fosse o suficiente para afugentá-lo. Poderia dominá-lo ou até mesmo submetê-lo a mim e o prostraria de joelhos a minha presença. Poderia matá-lo destruindo sua carne como lobo, ou me aproximando sorrateiramente como morcego. Posso ser sutil ou como uma máquina avassaladora destruindo tudo ao caminho gerando pânico, mas por mais que quisesse que meus atos sa ajudassem, o cheiro inebriante de seu sangue que já está exposto me descontrolaria e ela não passaria de um banquete.
O uso de meus poderes é como um vício e preciso lutar contra ele, é estranho, mas apesar de todo tempo eu negar minha existência, quem eu sou, ainda assim ainda não enxergo uma estrada para luz.
Existe um enigma sobre tudo que eu sou e tudo que eu tenho, o meu despertar já causa confusão nesse local, meu caminhar já fizeram que coisas se movimentem nas sombras mesmo que eu reduza minha existência ao caminhar no meio dos mortais, ela atrai algo pernicioso que espreita e começa a devorá-los por dentro os impulsionando ao que há de mais vil em suas almas preciso acelerar os passos, quero chegar em casa antes que outro mal se inicie pela minha presença.