rosa

Chego em minha casa, apesar dos vizinhos não estarem muito próximos,  ao passar pelas suas casas os invejei pelo cheiro de vida que existe nelas. Ao me deparar com a fachada de minha residência posso notar que está tudo morto a sua volta apesar de notar os esforços de meu último lacaio em deixá-la o maior tempo possível habitável e conservada.

As roseiras e toda a vegetação que a cercava está seca, sem vida não há nada respirando aqui. Talvez mudanças sejam necessárias. Toco o solo, sinto, rasco meu pulso com os dentes e deixo o sangue fluir e cobrir uma pequena porção. Quase que imediatamente já sinto uma respiração fraca e breve do que me cerca. Amanhã as roseiras já estarão floridas eu penso, estou morto, mas ironicamente tenho meios de trazer a vida.

Quando me levanto percebo uma luz ao longe, uma mulher está na janela, olhando, como se me observasse, a esta distância não há nada que ela possa notar. Ela apaga a luz quando me volto totalmente em sua direção.

O mais estranho é… como ela estava me observando e não percebi nada? As décadas de sono devem ter me deixado enferrujado.

O dia se aproxima, dormirei e amanhã me voltarei a solucionar o sonho.

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This entry was posted on domingo, fevereiro 1st, 2009 at 13:23 and is filed under A Trindade, Capítulo 1. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.
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1   panico-na-tv    http://www.dancadosiri.com
maio 4th, 2009 at 3:12

muito legal este post, eh a primeira vez que visito seu site.
Mais a partir de hoje esta nos meus favoritos!

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