Aaaaahhhhhhhhhhhh! Pesadelos. Visões. O despertar nunca foi mesmo uma das melhores experiências. Sinto falta de quando o ar enchia meus pulmões nesses momentos. Para falar a verdade, esta é apenas uma das sensações que há muito não sinto. O cheiro da casa está insuportável; o mofo está corroendo tudo.

A cada ciclo consigo ficar mais tempo em torpor. Isso me afasta dos pecados e da sede. Não. Não estou enganado. Não faz nem um minuto que acordei e já sinto fome. Devo resistir…

Vago pela casa em busca de um espelho. Na gaveta! Antes da casa ser lacrada, lembro de dar ordens para que um espelho fosse deixado na gaveta. Minhas mãos trêmulas o alcançam. Temo o que posso ver. Lá estou eu: uma imagem pálida. Sorrio e, neste momento, noto algo mais forte aparecendo.

Ainda não estou livre. Ria de mim. Você ainda me devora por dentro. Grito.

Preciso organizar as ideias; as visões não me abandonam. Preciso me concentrar; descobrir quanto tempo dormi e entender todas as visões que tive. Se eu conseguir ver, nem que seja minha breve silhueta real, é sinal de que, de alguma maneira, estou perto da verdade.

Preciso encontrar outros. Eles são peças-chave, Eles devem saber, sim…

Não consigo me concentrar. Preciso mesmo é comer.

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